Segundo matéria publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, o governador Ibaneis Rocha (MDB-DF) não só recebeu parte das verbas do orçamento socreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como enviou os recursos para cidades do Piauí onde cresceu e possui fazendas de criação de gado. Segundo informações, este orçamento paralelo foi criado por Bolsonaro para engordar a quantia das emendas parlamentares de sua base aliada no Congresso Nacional.
Ainda segundo a reportagem, Ibaneis recebeu ao todo R$ 15 milhões via Ministério do Desenvolvimento Regional. Deste montante, R$ 4,7 milhões foram enviados para o município de Sebastião Barros, onde fica uma das propriedades do governador. Lá, o montante deve ser utilizado na compra de postes de iluminação, construção de ponte, recuperação de vias e compra de equipamentos agrícolas.
Para a cidade de Corrente, local onde o chefe do Executivo brasiliense passou a infância, foram enviados R$ 1,4 milhão para recuperação de estradas. O município já foi alvo de polêmicas após o Governo do Distrito Federal (GDF) enviar para lá 22,5 mil Equipamentos de Proteção Individual (EPI's) em meio à pandemia e diversas denúncias da falta destes e outros materias de proteção para profissionais da saúde do DF.
Outros R$ 485 mil foram destinados ao município de Oeiras para compra de tratores, caminhões e outros equipamentos de uso agrícola.
Revoltado com mais esta notícia ligando a política da capital ao Piauí, o presidente do PSB-DF, Rodrigo Dias, repudiou a ação por meio de suas redes sociais.
O que diz Ibaneis Rocha
Questionado por jornalistas nesta sexta-feira (14), o governador afirmou que "não tem nada de irregular com a operação". Segundo ele, o caso precisa ser investigado.
“Tudo foi publicado no Diário Oficial, oficiado ao ministério (do Desenvolvimento Regional) e foi encarregado através de licitações, nesse caso específico, pela Codevasf. Então, essa história de orçamento paralelo foge da minha compreensão. De onde veio esse dinheiro senão do orçamento-geral da União? Não conheço essa peça paralela, mas certamente as autoridades vão poder apurar e dizer se realmente existiu esse orçamento paralelo”, afirmou.
Leia a matéria completa do Estadão aqui:
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